OpenAI publica testes de programação e migração de COBOL
Em publicação de 19 de outubro, a OpenAI apresentou avanços em linguagens como COBOL, Fortran e Visual Basic. O problema abordado é específico: essas linguagens têm menos código e documentação disponíveis para treinamento do que Python e JavaScript, mas continuam ligadas a sistemas importantes. A novidade é a apresentação de avaliações e resultados, acompanhada da abertura do MultiLangBench no GitHub; não é o anúncio de uma migração automática de qualquer sistema empresarial.
O MultiLangBench pede ao modelo que construa um mecanismo de banco de dados compatível com SQLite em diferentes linguagens. Os testes comparam o conteúdo do banco produzido com uma implementação de referência, medindo funcionalidade durante uma sessão de programação. Uma segunda avaliação trata da migração de programas COBOL para outras linguagens e exige equivalência das saídas observáveis, byte a byte, em testes ocultos. São tarefas controladas criadas pelo fornecedor, não um levantamento de projetos brasileiros em produção.
Na avaliação de migração de COBOL, a OpenAI informa 86,6% de acurácia para GPT-6.1 Sol com esforço de raciocínio baixo. Nesse protocolo, uma migração só é considerada bem-sucedida quando passa em todos os testes. O percentual pertence ao conjunto avaliado pela empresa, não à proporção de sistemas comerciais que poderiam ser convertidos sem falhas. A página não informa, no texto, o total de programas dessa amostra; por isso, o número não permite estimar a probabilidade de sucesso no seu ambiente.
O exemplo técnico mais útil é o arredondamento: a publicação explica que a aritmética de ponto fixo do COBOL descarta casas excedentes quando não há instrução explícita para arredondar. Uma reescrita pode compilar e ainda alterar resultados financeiros. A OpenAI convida desenvolvedores a experimentar os modelos pela API, mas não apresenta uma matriz de disponibilidade por país. Para uma equipe brasileira, a recomendação editorial é testar regras de negócio e dependências com especialistas, sem confundir acesso à API com garantia de equivalência.
Gemini Notebook permite revisar o plano de slides e vídeos
Também em 19 de outubro, o Google anunciou mais controle sobre a criação de apresentações e resumos em vídeo no Gemini Notebook. Em vez de partir diretamente de um pedido para o material final, o usuário pode conversar sobre os tópicos sugeridos a partir das fontes e orientar conteúdo, estilo visual e formato. É uma atualização do fluxo de criação do Google, distinta das apresentações colaborativas do ChatGPT já tratadas no blog.
Com a opção Review ativada, o painel de produção permite examinar as notas do roteiro da apresentação ou as notas de produção do vídeo antes da renderização. O usuário pode pedir, por exemplo, um resumo executivo na abertura ou outra ordem para as cenas. Depois da revisão, seleciona Proceed para gerar o material. Quem já sabe o que deseja pode detalhar isso no pedido inicial e seguir diretamente para a etapa de revisão.
O fluxo rápido continua disponível: o usuário pode gerar o material pelo painel sem ativar a revisão. Segundo o Google, as capacidades de cocriação serão distribuídas globalmente a todos os usuários do Gemini Notebook ao longo da semana seguinte ao anúncio. Isso inclui um cronograma gradual, não a confirmação de que toda conta brasileira já recebeu o recurso em 20/10. O comunicado não detalha diferenças de idioma nem cotas de geração para cada plano.
Para equipes brasileiras que preparam treinamentos, propostas ou apresentações internas, o interesse está em corrigir estrutura antes de produzir a versão visual. Como exemplo hipotético, uma equipe pode reorganizar um roteiro baseado em documentos autorizados e só então gerar os slides. Essa possibilidade não comprova economia de tempo nem exatidão das informações: revisar a organização e conferir os fatos são tarefas diferentes. O anúncio descreve controle criativo, não validação factual automática.
GitHub efetiva a retirada de modelos do Copilot
O GitHub informou em 19 de outubro que efetivou a descontinuação de modelos na maioria das experiências do Copilot, incluindo chat, edições em linha, modos de perguntas e agentes e preenchimento de código. A retirada havia sido anunciada em setembro; o fato novo é sua entrada em vigor. Ela não deve ser confundida com o prazo de retirada de modelos GPT-4 da API da OpenAI, noticiado anteriormente: são serviços, modelos e calendários diferentes.
A tabela do comunicado recomenda Gemini 3.8 Flash para quem usava Gemini 3.7 Flash; GPT-6.1 Sol como alternativa a GPT-5.5 e GPT-5.4; GPT-6 Luna para GPT-5.4 mini e GPT-5 mini; e Grok 4.7 no lugar de Grok 4.5. Essas são alternativas sugeridas pelo GitHub, não uma afirmação de equivalência perfeita de comportamento, custo ou qualidade em qualquer tarefa. Fluxos e integrações precisam apontar para modelos que continuem suportados.
Administradores do Copilot Enterprise podem precisar habilitar os substitutos nas políticas de modelos. O GitHub orienta conferir as configurações individuais e a política do modelo específico; após a habilitação, ele aparece no seletor do Copilot Chat no VS Code e no github.com. Não é necessário remover manualmente os modelos descontinuados. A nota não apresenta restrição regional específica para o Brasil, mas o acesso continua condicionado às configurações e políticas aplicáveis à conta.
A implicação prática é revisar dependências antes de interpretar a ausência de um modelo como defeito do editor. Para uma equipe de desenvolvimento, vale conferir instruções internas, seletores e integrações que ainda mencionem as opções retiradas. Como orientação editorial, a troca também merece testes nas tarefas reais da equipe: um nome novo no seletor não comprova que o agente seguirá as mesmas instruções ou produzirá alterações com o mesmo perfil de erro.
O que priorizar antes de mudar a operação
As notícias pedem ações diferentes. A pesquisa da OpenAI serve para avaliar ferramentas de manutenção e migração com testes próprios. No Gemini Notebook, o primeiro passo é conferir a liberação na conta e experimentar a revisão do roteiro. No Copilot, a prioridade é verificar modelos suportados e permissões. Nenhuma das fontes demonstra resultados garantidos para empresas brasileiras, e não há motivo para transformar os três anúncios em uma compra ou migração imediata.
- Software legado: preserve exemplos de entrada e saída e envolva quem conhece as regras de negócio antes de aceitar uma reescrita.
- Conteúdo: aprove a estrutura, confira as fontes e revise o material final; o plano aprovado não elimina possíveis erros na geração.
- Agentes de programação: confira o modelo autorizado, teste tarefas delimitadas e mantenha revisão humana das alterações antes de aplicá-las.




