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OpenAI avança em COBOL; Gemini Notebook ganha revisão e Copilot aposenta modelos

Neste boletim de 20 de outubro de 2026, três novidades de 19/10 afetam o trabalho com software e conteúdo: a OpenAI publicou avaliações de programação e migração em linguagens com menos dados de treinamento; o Google anunciou revisão de roteiros antes de gerar slides e vídeos no Gemini Notebook; e o GitHub efetivou a retirada de modelos do Copilot. Há resultados experimentais, recurso em distribuição global e mudança operacional já aplicada, cada um com condições e limites próprios.

Por EAE Software ·

Computador antigo, notebook com blocos de cor, painéis de vidro e cabos ligados a uma chave seletora, imagem ilustrativa gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA.

OpenAI publica testes de programação e migração de COBOL

Em publicação de 19 de outubro, a OpenAI apresentou avanços em linguagens como COBOL, Fortran e Visual Basic. O problema abordado é específico: essas linguagens têm menos código e documentação disponíveis para treinamento do que Python e JavaScript, mas continuam ligadas a sistemas importantes. A novidade é a apresentação de avaliações e resultados, acompanhada da abertura do MultiLangBench no GitHub; não é o anúncio de uma migração automática de qualquer sistema empresarial.

O MultiLangBench pede ao modelo que construa um mecanismo de banco de dados compatível com SQLite em diferentes linguagens. Os testes comparam o conteúdo do banco produzido com uma implementação de referência, medindo funcionalidade durante uma sessão de programação. Uma segunda avaliação trata da migração de programas COBOL para outras linguagens e exige equivalência das saídas observáveis, byte a byte, em testes ocultos. São tarefas controladas criadas pelo fornecedor, não um levantamento de projetos brasileiros em produção.

Na avaliação de migração de COBOL, a OpenAI informa 86,6% de acurácia para GPT-6.1 Sol com esforço de raciocínio baixo. Nesse protocolo, uma migração só é considerada bem-sucedida quando passa em todos os testes. O percentual pertence ao conjunto avaliado pela empresa, não à proporção de sistemas comerciais que poderiam ser convertidos sem falhas. A página não informa, no texto, o total de programas dessa amostra; por isso, o número não permite estimar a probabilidade de sucesso no seu ambiente.

O exemplo técnico mais útil é o arredondamento: a publicação explica que a aritmética de ponto fixo do COBOL descarta casas excedentes quando não há instrução explícita para arredondar. Uma reescrita pode compilar e ainda alterar resultados financeiros. A OpenAI convida desenvolvedores a experimentar os modelos pela API, mas não apresenta uma matriz de disponibilidade por país. Para uma equipe brasileira, a recomendação editorial é testar regras de negócio e dependências com especialistas, sem confundir acesso à API com garantia de equivalência.

Gemini Notebook permite revisar o plano de slides e vídeos

Também em 19 de outubro, o Google anunciou mais controle sobre a criação de apresentações e resumos em vídeo no Gemini Notebook. Em vez de partir diretamente de um pedido para o material final, o usuário pode conversar sobre os tópicos sugeridos a partir das fontes e orientar conteúdo, estilo visual e formato. É uma atualização do fluxo de criação do Google, distinta das apresentações colaborativas do ChatGPT já tratadas no blog.

Com a opção Review ativada, o painel de produção permite examinar as notas do roteiro da apresentação ou as notas de produção do vídeo antes da renderização. O usuário pode pedir, por exemplo, um resumo executivo na abertura ou outra ordem para as cenas. Depois da revisão, seleciona Proceed para gerar o material. Quem já sabe o que deseja pode detalhar isso no pedido inicial e seguir diretamente para a etapa de revisão.

O fluxo rápido continua disponível: o usuário pode gerar o material pelo painel sem ativar a revisão. Segundo o Google, as capacidades de cocriação serão distribuídas globalmente a todos os usuários do Gemini Notebook ao longo da semana seguinte ao anúncio. Isso inclui um cronograma gradual, não a confirmação de que toda conta brasileira já recebeu o recurso em 20/10. O comunicado não detalha diferenças de idioma nem cotas de geração para cada plano.

Para equipes brasileiras que preparam treinamentos, propostas ou apresentações internas, o interesse está em corrigir estrutura antes de produzir a versão visual. Como exemplo hipotético, uma equipe pode reorganizar um roteiro baseado em documentos autorizados e só então gerar os slides. Essa possibilidade não comprova economia de tempo nem exatidão das informações: revisar a organização e conferir os fatos são tarefas diferentes. O anúncio descreve controle criativo, não validação factual automática.

GitHub efetiva a retirada de modelos do Copilot

O GitHub informou em 19 de outubro que efetivou a descontinuação de modelos na maioria das experiências do Copilot, incluindo chat, edições em linha, modos de perguntas e agentes e preenchimento de código. A retirada havia sido anunciada em setembro; o fato novo é sua entrada em vigor. Ela não deve ser confundida com o prazo de retirada de modelos GPT-4 da API da OpenAI, noticiado anteriormente: são serviços, modelos e calendários diferentes.

A tabela do comunicado recomenda Gemini 3.8 Flash para quem usava Gemini 3.7 Flash; GPT-6.1 Sol como alternativa a GPT-5.5 e GPT-5.4; GPT-6 Luna para GPT-5.4 mini e GPT-5 mini; e Grok 4.7 no lugar de Grok 4.5. Essas são alternativas sugeridas pelo GitHub, não uma afirmação de equivalência perfeita de comportamento, custo ou qualidade em qualquer tarefa. Fluxos e integrações precisam apontar para modelos que continuem suportados.

Administradores do Copilot Enterprise podem precisar habilitar os substitutos nas políticas de modelos. O GitHub orienta conferir as configurações individuais e a política do modelo específico; após a habilitação, ele aparece no seletor do Copilot Chat no VS Code e no github.com. Não é necessário remover manualmente os modelos descontinuados. A nota não apresenta restrição regional específica para o Brasil, mas o acesso continua condicionado às configurações e políticas aplicáveis à conta.

A implicação prática é revisar dependências antes de interpretar a ausência de um modelo como defeito do editor. Para uma equipe de desenvolvimento, vale conferir instruções internas, seletores e integrações que ainda mencionem as opções retiradas. Como orientação editorial, a troca também merece testes nas tarefas reais da equipe: um nome novo no seletor não comprova que o agente seguirá as mesmas instruções ou produzirá alterações com o mesmo perfil de erro.

O que priorizar antes de mudar a operação

As notícias pedem ações diferentes. A pesquisa da OpenAI serve para avaliar ferramentas de manutenção e migração com testes próprios. No Gemini Notebook, o primeiro passo é conferir a liberação na conta e experimentar a revisão do roteiro. No Copilot, a prioridade é verificar modelos suportados e permissões. Nenhuma das fontes demonstra resultados garantidos para empresas brasileiras, e não há motivo para transformar os três anúncios em uma compra ou migração imediata.

  • Software legado: preserve exemplos de entrada e saída e envolva quem conhece as regras de negócio antes de aceitar uma reescrita.
  • Conteúdo: aprove a estrutura, confira as fontes e revise o material final; o plano aprovado não elimina possíveis erros na geração.
  • Agentes de programação: confira o modelo autorizado, teste tarefas delimitadas e mantenha revisão humana das alterações antes de aplicá-las.

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A OpenAI garantiu migração segura de qualquer sistema COBOL?

Não. A publicação apresenta avaliações controladas do fornecedor e ressalta a necessidade de revisão especializada e testes com regras de negócio e dependências antes do uso em produção.

A revisão do Gemini Notebook já chegou a todas as contas brasileiras?

O Google anunciou distribuição global ao longo da semana seguinte a 19 de outubro. A fonte não confirma a liberação simultânea de todas as contas brasileiras nem detalha cotas por plano.

Preciso remover manualmente os modelos antigos do Copilot?

Não, segundo o GitHub. É necessário atualizar fluxos para modelos suportados e, no Copilot Enterprise, pode ser preciso habilitar alternativas nas políticas de modelos.

As alternativas recomendadas pelo GitHub dispensam novos testes?

O comunicado recomenda substitutos, mas não garante equivalência em todas as tarefas. Testar o comportamento no fluxo real é uma recomendação editorial, não um resultado comprovado pelo anúncio.

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